sábado, 18 de julho de 2009

Love Story *-*

Abri os olhos degradativamente, a luz que quebrava a escuridão confortável e feria meu olhos, inchados de tanto dormir, acho.
Tudo parecia tão estranho, tão... anormal, ali na quase-escuridão. Eu não reconhecia quase nada que estava ali.
Levantei, meia zonza ainda, e, me direcionei, cambaleando até de onde saia a luz.
Era uma janelinha, e a luz, escapava entre os dois pedaços de veludo, pesados e cor-de-vinho, com rendinhas douradas nas pontas.
Pousei minhas mãos nelas, e, as puxei, revelando, lá fora, um lugar estranho. Olhei para o que suspeitava que fosse meu quarto.
Eu não me lembrava dessa cortina. Nem de quase nada que estava ali.
Passei o olho vagarosamente por aquele cômodo e tinha uns pôsteres daquelas Pin-Ups Girls e, tudo meio, hm, medieval.
De repente, olhei para aquele imenso dossel – aquilo era mesmo a minha cama? –, e lá, para o meu incrível e completo espanto – e desespero –, tinha um cara. Sim, um cara. E, que, só para constar: parecia bem gato. Pelo menos embaixo de todas aquelas cobertas fofinhas e rendosas.
Eu contive um grito na garganta e, cheguei mais perto, para olhar o indivíduo. Dei alguns passos cuidadosos e, de repente, estava ali, vendo os músculos abdominais de um cara – que eu nunca vi, por sinal – subindo e descendo, subindo e descendo, no que, supostamente, seria minha cama. Se minha mãe visse isso ela ia pirar, literalmente. Ainda mais quando o cara que está na cama da sua filha é um gato.
Eu fiquei examinando o cara ali, por uns, o quê? Acho que uns por uns três minutos inteiros. Depois, resolvi que, se o cara estava ali, na minha cama, eu deveria conhece-lo, de alguma forma. Então cheguei mais perto, a ponto de ouvir sua respiração, diferentemente da minha, que estava totalmente acelerada em uma hora dessas.
Depois de alguns segundos encarando o cara com uns 15 cm de distância, ele abriu os olhos. E me puxou para si.
Eu caí na cama – ou melhor, em cima do cara – e ele murmurou algo parecido com mi hermosa, ou estava muito viciada em Meg Cabot.
Eu rolei para o seu lado e caí no chão, duro e gélido.
— O que aconteceu? – uma voz grave, profunda e sedosa encheu aquele quartinho.
— Er, nada – respondi, cautelosa.
Me levantei, e, fique encarando o sujeito. De novo. Eu não me lembrava dele, mas, algo me dizia que eu o conhecia, de algum lugar.
— Sente aqui, sim? – ele pediu, e, vou lhe dizer: não tinha como recusar aquele pedido. Sentei-me do seu lado – ele já estava sentado.
Conversamos horas a fio, eu dando alguns ataques de não-me-lembro-disso e ele rindo da minha cara. Tinha razão, eu o conhecia. Mas ainda não sabia da onde eu o conhecia. Esse era o problema.
A conversa aos poucos, fluía, e ele nem estava tentando me agarrar, igual fez da última vez. Mas, como eu não consigo segurar essa minha boca, logo mandei:
— Mas, e aí, o que você faz por aqui?
— Somos casados, não lembra?! – isso me soava um tanto quanto não-sei-de-nada ou contos-de-blog.
não foi por acaso que a minha voz saiu meio embargada quando respondi:
— C-casados?
— Não lembra? – ele repetiu.
E se levantou, direcionou-se para uma cômoda, e, trouxe para a enorme cama um álbum pequenininho, com uma capa de couro, e amarrado com uma fitinha.
— Aqui – ele me deu o álbum.
Puxei cuidadosamente a fitinha que o envolvia, e, o abri. Lá tinha um monte de fotos. Polaroides, quero dizer.
De uma garota, formosa, com espartilho – ou corset? –, vestindo um vestido longo e branco e um cara, com um terno e um cravo na capela. Era ele! O sujeito que estava ali, agora, comigo. E aquela moça, elegante, seria eu?!
Quando eu fechei o álbum delicado, e, me virei, temendo o que aquele cara iria fazer...
Então, me levantei, e, me olhei no espelho enorme, do lado da cama.
Vi o meu reflexo, só que uns anos mais velha e, vestida para uma festa á fantasia da Idade Média ou algo do tipo.
Voltei para seu lado, e, finalmente, ele encostou a ponta de seu nariz no meu. E me beijou, profundamente.
Fechei os olhos, e, de repente, em um ressalto, eu sabia onde estava, quem eu era, e, principalmente quem aquele cara era.
Era o meu príncipe, e, eu, era uma donzela. Que, agora se lembrava de tudo.
E daí que eu estava na Idade Média? E daí que ainda não existia Internet e Shoppings Centers? E daí que eu deveria estar coberta de anáguas, rendas e espartilhos pelo resto dos dias?
Eu estava do lado do meu grande sonho de amor, afinal.


- Pauta para o Blorkutando *-*

10 opiniões:

Daay D. disse...

Muito gamante, Mari! Histórias de amor são tudo *-* Alguém me dá um sonho desses com um latino que fala "Mi hermosa" por favor? UASIOUIOSAUASIOAUSIOSA. Jesse para sempre <3

Está lindo o blog amr *-*

Beijo beijo,
Loveya. :*

Da Silva disse...

Sem shoppings, sem celulares, sem cobertura da morte do Michael Jackson na TV e ainda vivendo um grande amor?

vc estava no paraíso.

bj

cary. disse...

ooooooooooooun menina, você escreve muuuuito bem PARABÉNS *---* nossa, suas histórias são gamantes e eu simpesmente amei esse texto, ficou mara ao quadrado garota :D

[http://colunadacary.zip.net]

Jamylle Carvalho disse...

Uaau, ficou MARAA. Agora fiquei sem chances... hehe. Parabéns!

Yasmin disse...

Ficou ótimo, você compreendeu bem o tema, e com uma história desta quem precisa das modernidades, ficaria satisfeita em viver sem tudo isso com uma bela e sincera história de amor.

http://yas.carly.zip.net/

Pirulito que Bate-Bate disse...

Oi!
Isso quer dizer que, mesmo em qualquer lugar, um grande amor já é tudo!
Euu gostei muuito! Também sou fã a Taylor Swift -fiquei escutando as músicas no blog-.
Bjus

Kaah Mathielo =] disse...

Mariiie
Muuuuito linda a históóória!!!
Me ensina como fazer um blog iguaal ao seeeu!
Beeeijos
Kaah

Clara disse...

Que liiiiiiindo! Só não sei se eu ficaria conversando esse tempo todo com um gato desses na minha cama... rsrsrss ;)

Adorei, muito divertido de ler...

Analisada disse...

lindo,nem consegui tirar a olhos da tela.
amei..
bj,mari
http://amoresesuspiros.blogspot.com

Gêsa disse...

Que Lindo seu texto! :)