domingo, 9 de maio de 2010

Another Day


And if you listen to me: I miss you
And if you hear me now: I need you
Where did you go cause you’re not gone
Everyone knows that something is wrong
The wires were cut and im alone (8)'


Eu repetia para mim mesma que estava tudo perfeito, que ele me amava e não me deixaria. Agora, jogada em minha cama com dois quilos de chocolate dentro da barriga e nenhuma lágrima mais para chorar, eu me pergunto: o que adiantou eu me assegurar que tudo estava tão lindo e não fazer nada? Ao meu ver, éramos perfeitos e nada aconteceria, ele me amava afinal - era o que eu pensava.
Todo esse tempo me assegurando que você era só meu, todo esse tempo sonhando com a nossa história, todo esse tempo torçendo pra que você estivesse do meu lado, todo esse tempo rindo e chorando contigo e por ti. Foi quase a mesma sensação que tive quando me contaram que, na verdade, papai noel, coelhinho da páscoa e fada dos dentes não existem. "Não dá mais para mim, desculpe. Estou com ela agora, é pra valer, e não me procure". Eu queria acreditar que ele estivesse brincando, e que aquilo que ele acabara de dizer - que me doeu tanto por sinal - era coisa da minha imaginação. Eu não quis acreditar nas coisas que as pessoas de fora me diziam, eu preferi deixar com que minha visão maquiasse nosso amor. "Você não é a única", as pessoas me diziam, e eu, com um largo sorriso respondia que confiava total e completamente nele, de olhos fechados eu sabia que nosso lance era pra valer. Agora, sozinha e derrotada, eu me pergunto:
Pra que tudo isso?
E, de repente, tudo me lembrava ele, como naqueles filmes de romance, drama ou o que você preferir; a imagem de seu sorriso insistia em martelar em minha mente, a sua voz, soava em meus ouvidos provocando um eco tremendamente apavorante; eu queria gritar. E fugir.
Então foi isso que eu fiz. Fugir, quero dizer. Com a mesma calça jeans, com a mesma velha camiseta, peguei um casaco, uns 20 reais e a nossa foto do porta retrato de minha cabeceira. Não deixei cartinha, nem me despedi de Bricks - minha cadelinha linda *-* -, simplesmente abri a porta de casa e saí. Eu não sabia exatamente para onde estava indo, só sabia que seria pra bem longe dali. E realmente esperava que a distância me separasse das lembranças, me fizesse esquecer ele .. ou simplesmente me livrasse da dor de não tê-lo mais, mesmo que nem seje só pra mim - pelo menos eu o tinha.
Eu me sentia sozinha, e, dessa vez sabia que não estava sendo enganada pelo meu eu, sabia que estava de verdade jogada nesse mundo, sem ninguém ao meu lado. Minhas pernas doíam, minha garganta estava seca, e meus olhos inchados de tanto chorar. Sentei na berada de uma calçada qualquer e abraçei meus joelhos, cabisbaixa fazendo mais perguntas e não obtendo nenhuma resposta, era mais que o fim do mundo, era o fim do m-e-u mundo, de modo que ninguém poderia me resgatar. O vento soprava forte, chicoteando meu cabelo contra meu rosto, fazndo com que eu sentisse vontade de voltar para casa, para a vida velha, para a condenação. Eu esperava que eu estivesse com ódio dele, com desejo que ele fosse enviado para a danação eterna .. mas não. Eu ainda o queria, ainda o desejava, ainda o amava. Infelizmente, acredite. Agora eu tentava colocar em minha cabeça que isso fazia parte de uma vida passada, e tentava me convencer de que não importa o quão seje escura a madrugada, uma hora, amanhecerá .. Que depois das nuvens negras, sempre tem um céu azul; mas parecia cada vez mais impossível aceitar a idéia de que já era um outro dia para ele, e que consequentemente eu teria de conviver com esse rasgo em meu coração. É tão difícil perceber o quão é incondicional o que eu sinto? Não sou nada sem você, afinal.

Um turbilhão de coisas vagava em minha mente, mas eu as ignorei, comprimi meus joelhos contra minha barriga vazia, apertei bem forte os olhos e fiquei ali, torçendo para que quando eu os abrisse fosse um novo dia.
-
[CONTINUAÇÃO NO PRÓXIMO POST!]
feliz dia das mães gnt *-* esse ser tão especial, que não só nos dá a vida, mas como dá a vida delas por nós também. (: mãe, eu te amo! ♥

8 opiniões:

Kaah Mathielo =] disse...

Haha, fui a primeira de novo!
Nem preciso dizer que A-M-E-I né?!
aguardando anciosamente o proximo post *---*
Beijos

Erica Ferro disse...

Olha, o coração é algo fantástico. Tem um poder de regeneração absurdo!
Por isso, faz todo o sentido o lance de que 'tudo na vida passa, até a uva', hehe.

Ninguém morre por amor, ainda bem. Porque eu já teria morrido umas mil vezes e ressuscitado, hahaha.

Beijo.
Obrigada pelo carinho; é recíproco.

Gabriela Castro disse...

Por mais que a gente saiba que somos os únicos responsáveis pela nossa felicidade, existe aquela pessoa que é a única a dar um jeito em certas coisas aqui dentro.
beijos

Por Dany disse...

Poxa que lindo!!!Amei,a nossa felicidade sempre depende de alguem...está maravilhoso...
passa lá no meu,me sgue lá!!!bjusss

Karen Dayse disse...

Oi amor! Obirgada por visitar o "tudo com capricho". Estou te seguindo, porque como você, eu adoro ler e escrever! É vocÊ tem esse dom.

Siga meu outro blog, onde eu também escrevo meus textos:
www.queriaserescritora.blogspot.com

Estou te seguindo. beijos!
www.tudocomcaprichoo.blogspot.com

Melancia disse...

Lindinha, espero que esteja tudo ok com você. Em relação ao livro, leia sim, é ótimo :) hihi.

Enfim, seu texto é lindo. Mas... se fugir adiantasse, vários problemas seriam resolvidos tão facilmente. Espero que não seja um texto real, talvez um texto aleatório. Porque, se for, devo apostar que quem saiu perdendo nessa história foi ele :)

Como a Érica disse, ninguém morre de amor.
Você merece só coisas boas.

Um beijo e um queijo ;@

O Profeta disse...

Hoje ofereci as cores da minha paleta
A uma amiga na sua dor
Ouvi seu choro ao meu ouvido
No fatalismo do desamor

Hoje o sono acordou-me
A nostalgia agitou suas asas cinzentas
Esqueci no acordar o ultimo abraço
E contei as nuvens que eram tantas


Doce beijo

Bianca Brito disse...

Acabamos sempre nos sentindo sempre dependentes de outras pessoas, isso é natural do ser humano. O que não sabemos é que já nascemos totalmente completos e independentes.
Gostei do post e do blog!
Tô seguindo, depois dá uma passada no Modelando Paradigmas!

www.modelandoparadigmas.blogspot.com

Beijos